terça-feira, 18 de agosto de 2015

Simetria...

Tem um tempão que não posto por aqui. Maior parte das vezes acabo postando no blog das atividades que desenvolvo na escola em que trabalho. http://eductecnologica-sigma.blogspot.com.br/

Nem por isso fico sem vontade de postar algo por aqui. E exatamente por isso, aproveitando o ensejo, vale compartilhar experiências relacionadas ao conceito e tipos de simetria assim como o resultado de uma das atividades desenvolvidas com minhas turmas.

Como trabalho com introdução a robótica e utilizamos o EV3 pra construir robôs e etc, o tema simetria acaba aparecendo com frequência nas conversas que tenho com os grupos, sempre com o intuito de tornar as construções que os grupos fazem mais agradáveis visualmente.

Foi então que revirando uns livros aqui em casa, encontrei um paradidático que tem um exercício sobre simetria utilizando recorte de folhas quadradas de modo a fazer pequenos modelos que lembram flocos de neve, às vezes lembrando também fractais. Buscando mais uma ideias, lembrei que o uso de espelhos e caleidoscópios também auxiliam na compreensão dos diferentes tipos de simetria.

Resultado do levantamento? Dois arquivos totalmente disponíveis para compartilhamento via 4shared! Uma apresentação com várias imagens para tratar dos tipos de simetria http://www.4shared.com/file/7Bax2xENce/Simetria_-_Fund_II.html, e mais algumas ideias para exercícios de simetria usando recortes que fiz na época da graduação em 1994, mas ainda são totalmente válidos! http://www.4shared.com/office/PswPCLJoba/Simetria.html

Não usei a apresentação em todas as turmas do fund II. Achei que ficaria um tanto enfadonho para os mais novos. Mostrei para os 8ºs e 9ºs e rimos bastante com as figuras humanas. Com os 6ºs fiz as dobraduras com recortes e estou pensando em fazermos caleidoscópios com os 7ºs anos que até agora não fizeram nenhum experimento diferente... Apesar de se divertirem um monte!

O importante era apresentar os diferentes tipos de simetria (por rotação, reflexão e translação) e atentar para a simetria nas construções.

Dos recortes com os 6ºs anos surgiram figuras lindas que colei nas janelas da sala de aula! Fora que alguns levaram embora o que fizeram...


 Na semana que vem farei o exercício dos recortes com os 7ºs anos. Se entendem bem o conceito de simetria e percebem onde são as dobras que irão formar os eixos de simetria, os recortes ficam lindos. Ainda mais que temos várias folhas quadradas em amarelo, rosa e verde!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Regras da ABNT para Word 2007

Nos últimos dias estava às voltas com a formatação e manutenção de um computador novo! É... Mudei minha máquina toda! Aliás, comprei as peças e montei sozinha!! Muito orgulhosa de mim, apesar de todos os percalços! Talvez ainda mais por isso... Aliás, se quiser experimentar, o Google sempre ajuda e fiz um post em outro blog sobre o assunto. Vale toda a experiência!
http://atitudenateia.blogspot.com.br/2015/01/dificuldades-ao-montar-um-novo.html

Mas enfim, acontece que arrumando a máquina nova, perdi o HD de sistema e por isso tive que reinstalar o arquivo que atualiza as referências no Word 2007 - o arquivo com o formato ABNT.

Há uns anos, em 2010, às voltas com a escrita da dissertação usei bastante! Agora no doutorado fico pensando no tanto que fica tudo mais simples... Para quem nunca usou as referência bibliográficas no Word, indico fortemente! Ajudo e muito! Tem vários cursos por aí e no Youtube tem vários videos sobre o assunto - particularmente prefiro ir testando e vendo o que acontece.

Por isso tudo, lembro que ajustei o arquivo para se adequar às necessidades. O arquivo deve ser baixado e copiado numa pasta do Windows. Na minha máquina, que tem o Windows 7 Pro, fica na pasta: C:\Program Files (x86)\Microsoft Office\Office12\Bibliography\Style
Não sei se nas outras versões e no mesmo caminho.

De uma maneira ou de outra, o esquema é colocar dentro da pasta Style (estilo de referências) que fica dentro de Bibliografia (que é onde estão os indicativos dos estilos de referências)

A única coisa que bati cabeça e não consegui arrumar foi o destaque do título, que não entendi como coloca em itálico automaticamente. Continua em negrito. Mas está valendo.

Seguem os links dos dois arquivos atualizados.
Com o nome do autor abreviado:
http://www.4shared.com/file/eOngOk1S/ABNT_Author-nome_abreviado.html
Com o nome do autor completo (prefiro esse):
http://www.4shared.com/file/v68-BwJP/ABNT_Author-nome_completo.html

domingo, 10 de agosto de 2014

Sociedade sem escolas, será possível?

Fazendo uma breve reflexão...

A escola é instituição de modulação, de adequação da criança ao convívio social, ideológica, mas nem por isso sua exclusão tornaria o homem melhor, nem por isto um bem comum seria melhor ou mais rapidamente alcançado.

Na ausência da escola, em que espaço o homem poderá se dispor ao saber, ao conhecer? Óbvio que existem outras formas, mas penso que ainda dispersas para pensarmos em uma opção alternativa à escola. Por exemplo, ciclos de palestras como nas ágoras? Em seminários?
E a alfabetização quando pais mal têm tempo para seus filhos?
Coletivos de crianças? Turmas com idades diferentes?
Espaços abertos, espaços diversificados?
Uso de tecnologias de ponta?
E a formalização como fica? E o conhecimento historicamente acumulado? E o etnocentrismo curricular, como vencê-lo?

Algo é inegável, há propostas em andamento, mas precisamos de mais ideias, muitas mais!

Repensando a escola

A escola é um lugar que historicamente se constituiu para moldar as crianças a uma cultura. Se querem saber qual, fácil, a daquele grupo minoritário que detinha o poder mas que não estava satisfeito com as diversidade nem com a falta de pessoas que satisfizessem suas vontade.

Sendo assim, a escola no modelo tradicional não é para todos. É para satisfação de alguns, seleção de outros e exclusão de vários. E é com esse pensamento que compartilho o vídeo "Quando sinto que já sei", com valiosas experiências em escolas diversas mas que, acentuo, não necessariamente são a solução para todas as crianças! São histórias de espaços de aprendizagem e compartilhamento com falas de diretores, coordenadores, professores e crianças nos quais o que vale é a busca por um ensino melhor adequado às necessidades explicitadas por cada uma das comunidades em questão.

Assistindo, penso que deveríamos ter a maior diversidade possível de escolas, afinal, pessoas aprendem de formas diferentes e precisam de orientações diferentes.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Quem sou eu?

Noutro dia me fizeram esse pergunta...
Como sempre, esse tipo de pergunta uma merece resposta elaborada, mas como o momento era diverso e a conversa tinha um ar filosófico, na hora disse que era meu trabalho. A pessoa refez a pergunta, disse que não era isso que ela tinha perguntado e então a discussão começou...

Após enveredarmos por caminhos diversos ao longo da conversa, mesmo passando pelas teorias sobre alma e física quântica, o assunto vagarosamente mudou o foco e coisa ficou por isso mesmo.

Contudo, com a pergunta me cutucando vez ou outra, por mais que eu tentasse desviar, mudar o foco ou os argumentos, as respostas levavam à mesma conclusão: sou o meu trabalho.

De fato, quando pensamos em trabalho, via de regra é no trabalho árduo, suado, braçal, o trabalho para o qual a postergação merece punição e que bem feito merece agrado, ou melhor salário, o trabalho que ninguém quer fazer e que é enfadonho ou dificultoso é que é lembrado. Um trabalho "feio". Mas o meu trabalho não é esse.

Não sei se é a fase que vivo hoje, plena o suficiente para afirmar isso, mas estou exatamente onde gostaria de estar e fazendo algo com o que realmente me importo. Pode ser que seja uma ilusão, uma das realidades em um universo paralelo qualquer. Porém, para mim, hoje isso é suficiente para afirmar que sou meu trabalho.

E não falo apenas de trabalho no sentido labutar, não... Meu trabalho hoje é o que Charles Mills chamaria de artesanal, é o que Joseph Campbell diz estar atrelado à imagem mítica do herói, é aquilo que Marx chama de trabalho. Privilegiada? Não sei. Sortuda? Não sei. Abençoada? Se estiver trazendo um viés religioso, definitivamente, não.

De fato, nos últimos oito anos minha vida mudou devido a uma decisão arriscada. Mudou também por outra decisão arriscada há uns cinco anos. Mudou também devido a outra decisão tomada há seis meses atrás... Na verdade, todas as vezes em que me arrisquei, em que abri mão de comodidades que na verdade me incomodavam o que não estavam alinhadas com o meu artesanato, com meu herói mítico ou com minhas prévias ideações, todas essas vezes convergiram para o hoje. Não é resultado de uma decisão apenas, mas de várias, de anos de trabalho em locais que me fizeram mal, mas me fizeram crescer, de abdicação de situações, de oportunidades diversas. No entanto, nunca tive tanta certeza de que o caminho não poderia ter sido diferente... Com todos os contratempos, lágrimas e risos, todas as experiências - as boas e as ruins.

Então, se hoje me perguntarem quem eu sou, facilmente sairá: meu trabalho. Aquele no qual acreditei e que só continuo fazendo por acreditar.

É... Como eu gostaria, de todo o meu coração, que as pessoas trabalhassem assim! Reconhecendo que o lugar em que estão é fruto de nada menos que o próprio trabalho - árduo, mas nem por isso menos prazeroso...