domingo, 27 de junho de 2010

Bottled Water - Água engarrafada

Mais um vídeo bem bacana do site Story of Stuff Project!!! Desta vez, sobre o nosso consumo absurdo de Bottled Water (água engarrafada) quando, pelo menos em Brasília, a água da torneira é excelente! Isso mesmo... Uso filtro de barro há anos e a sujeira na vela é mínima, só não tomo água da torneira pela paranoia embutida na minha cabeça....

Viver em Brasília, uma cidade na qual o clima é seco em torno de 40% do ano, é uma justificativa bem razoável andarmos sempre com uma garrafa velha de plástico cheia de água, na bolsa ou à mão. Garrafa cheia de água de casa, da torneira, do filtro e que quando fica vazia, sempre tem um outro filtro ou bebedouro por aí para reenchê-la. Vermes, intoxicação? Não acho que a água daqui seja suja dessa maneira, principalmente porque comemos verduras cruas  lavadas com essa água de torneira...

Aliás, filtros de parede? Para que servem? Água gelada? Preguiça de encher garrafa de água e por na geladeira? E quem não tem o tal filtro com opção gelada. É preguiça de limpar o filtro de vez em quando? Tudo bem que há lugares no DF em que a água não é recomendável para consumo pela quantidade de coliformes fecais das fossas próximas. Mas ainda assim as verduras são lavadas com essa água....

Quanto à água contaminada pelos cocozinhos... Isto se chama falta de respeito com o meio ambiente e o vizinho! Sistema de tratamento de esgoto num local como o DF deveria ser exigido e estar atendendo a toda a população, inclusive nas regiões a menos de 10 quilômetros do centro da cidade... Mas é uma outra discussão...

Enfim, taí o vídeo... É curtinho, 10 minutos!

Vídeo legendado excluído!!!
Justificativa em outra postagem!!

O vídeo abaixo está em inglês.
Para ativar a legenda, clicar no ícone do YouTube na parte inferior direita do vídeo. Então, no site do YouTube, depois de iniciar o vídeo, clicar no CC, próximo ao ícone do YouTube.

Sonificação

Sonificação é transformação de dados científicos em sons!

No site da BBC tem uma notícia sobre um experimento com partículas atômicas e o sons resultantes são muito diferentes! Fiquei pensando em como poderiam ser utilizados como base para performances, ou outros propostas de pós-produção artísticas... Ficaria show!

Coloquei eles aqui para ficar apertando play várias vezes... Divirtam-se!

Som 1



Som 2



Som 3

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Os perigos de uma história única

"Sala de aula" é um espaço que, para mim, representa antes de mais nada troca de experiências. Sim, diversos aspectos da experiência: o objetivo e o subjetivo; o individual e o coletivo; egos, superegos e alter egos; e por aí vai. Uma experiência sensorial e intelectual...

E numa dessas experiências compartilhadas sobre Currículo, a partir de um livro muitíssimo interessante (Globalização e interdisciplinaridade do Jurjo Torres Santomé), uma das colegas apresentou um texto de Chimamanda Adichie, escritora nigeriana, apresentado numa palestra do TEDGlobal 2009.

Nunca tinha ouvido falar dela (ignorância mesmo) e isso me deixou bastante tocada emocionalmente. O texto é perfeito! Num contexto divertido e sensível, a autora expõe a partir de pequenos episódios de vida o quanto somos incapazes de olhar à nossa volta e reconhecer cultura no nosso próprio espaço, e o quanto engolimos acriticamente e sequer verificamos determinadas informações que chegam até nós a respeito de etnias, raças, povos, entre outras "classes". Classes estas recorrentemente referidas como minorias, numa tentativa de diminuição, quando na verdade essas minorias são as minorias existentes em todo mundo, minorias que fazem e completam o mundo. É... essa "maioria" numérica branca, heterossexual, masculina é minoria como todas as outras e insistimos em usar o rótulo minoria, reforçando o contexto de dominação e a existência de uma maioria inexistente.

E no papel de professores, não podemos abrir mão do espaço que essas minorias, ou melhor diversidades, têm que ocupar na escola, na sala de aula, no planejamento. Esse tipo de ponderação e consideração tem que se tornar frequente para que possamos romper com hábitos de leituras unilaterais e individualistas. E neste caso, o planejamento bem considerado e ponderado, abordando esse tipo de tema/ assunto pode nos ajudar a viabilizar essas considerações com o intuito de promover um ensino de qualidade, no qual nossos alunos possam ter uma melhor compreensão do que acontece à nossa volta.

Enfim, coloquei o texto da palestra no 4shared e o vídeo abaixo. Vale muitíssimo a pena ler/ assitir!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ainda do outro blog...

Do dia 08 de outubro de 2009

"Noutro dia tive que falar sobre um tema na aula de um curso que estou fazendo. Como o tema era livre, comecei pelo material postei no dia 12ago09, sobre arte moderna
http://www.sfmoma.org/multimedia/interactive_features/3#

... e fiz uma ponte com uma reportagem que saiu na Super Interessante sobre Coletivos escrita pelo Denis Russo Burgierman (muito boa, por sinal!).

Foi então que caiu a fixa que realmente qualquer material pode ser usado como recurso pedagógico! Juntei um monte de imagens, links, poderia ter colocado vídeo, e no final, ficou uma aula super bacana. Tudo bem que pesquisei um monte, como sempre estudo um monte... até me cansar... pra tentar não falar bobagem.

Não tem como anexar o PPT aqui porque é muito grande, entretanto, cabem os links com os temas associados a serem usados em discussões diversas:

Critical Mass (Europa e EUA) ou Bicicletada (Brasil e Portugal): meio ambiente, consumo, poluição do ar, meio de transporte.
http://critical-mass.info/
http://oexperimento.wordpress.com/critical-mass/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica
http://www.bicicletada.org/tiki-index.php

Flooded McDonalds: consumo, alimentação, economia, arte contemporânea, pós-produção artística.
www.superflex.net/floodedmcdonalds

Guarana Power: guaraná, cooperativa, manutenção de mercado, Maués, indústria, manufatura.
http://www.guaranapower.org/

É isso... Já dá pra se divertir um bocado!"

Psicanálise e...

Ler Freud é um processo... Isso, um processo porque implica em aceitação, negação, dúvida, busca de lembranças que não necessariamente querem se mostrar ou que se mostram mas não têm justificativa ou não fazem sentido.

Uma das frases que mais mexeu comigo nas leituras que tenho feito sobre psicanálise explica o tempo "identificante": o tempo em que dois instantes se dão mutuamente identidade através de um acontecimento, o tempo que é instaurador de passagens e de transformação ("Os professores - entre o prazer e o sofrimento" da Claudine Blanchard-Laville). Ou seja, o tempo para a psicanálise é dinâmico, flexível, cíclico, pois se baseia na vivência, na representação e construção da identidade. Nada de linearidade temporal com a qual estamos acostumados e que via de regra rege nossa percepção e modo de viver nos fazendo tomar uma decisão atrás da outra como se fossemos nada antes e nada depois, o agora pelo agora imediato. Na realidade, cada dia que passa tenho mais certeza sobre essa incerteza temporal, por meio da teoria de cordas e pelas mônadas quânticas de Amit Goswami.

Assim, considerando o tempo identificante me permito falar em vários eu's num processo de representação do eu conectado a um Outro, e que se torna presente a todo momento ao resgatar das minhas impressões para as respostas necessárias às minhas experiências vividas neste presente. O que me leva à sala de aula...

Todo professor tem alguma história conectando sua infância à vida escolar e consequentemente a um professor que o marcou (aliás, mesmo não sendo professor esse tipo de história é presente). Muitas vezes até mesmo a justificativa pela escolha da profissão docente está ligada diretamente a um professor específico de figura altiva ou modesta, feminina ou masculina, doce ou áspera, e por aí vai... São imagens absorvidas, identificadas a partir do estabelecimento da relação professor-aluno, na qual na maior parte das vezes, enquanto alunos, não podemos ou não conseguimos optar por aceitar e da qual podemos ser vítimas de uma violência silenciosa, uma violência simbólica que nos faz abdicar várias vezes do nosso eu em prol do Outro. Entretanto, nesse processo de identificação é possível também haver transferência, do aluno para o/a professor/a, de uma relação já estabelecida com um outro Outro (pai, mãe,...), tonando a relação professor-aluno ainda mais complexa.

Onde quero chegar? Que como professores precisamos reconhecer o poder simbólico que exercemos nos nossos alunos no sentido de darmos um primeiro passo para a compreensão dessa relação tão complexa.

Não que sejamos únicos culpados pelo sucesso ou fracasso escolar, pois a instituição escolar também se relaciona simbolicamente com os alunos, mas é preciso que tenhamos consciência, ou pelo menos tentemos, para podermos lidar melhor com as idiossincrasias dos nossos alunos. É preciso reconhecer que em cada um deles há um ser humano complexo, com necessidades específicas. É necessário compreender que cada um deles passa pela negação do próprio eu para se adequar a sociedade e ao sistema escolar. É principalmente ter compaixão por cada um desses pequenos seres, sem considerá-los inocentes anjos, mas como participantes inconscientes da construção do seu próprio eu.